segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O circuito obrigatório da felicidade

Cada vez mais, nós os adultos, vamos deixando as grandes decisões para mais tarde. A conjuntura não ajuda, e lá anda uma pessoa na procura incessante da estabilidade. E porque a faculdade é cara, mas se tiramos o curso não encontramos trabalho; se trabalhamos não encontramos estabilidade e se encontramos estabilidade o ordenado é diminuto.
Quando finalmente conseguimos reunir todos estes requisitos já podemos pensar no casamento. Ganhamos coragem e seja o que Deus quiser.

Uma pessoa casa e lá vem a questão retórica: "Então!? E filhos!?". A resposta, quase sempre a mesma, e não passa de um simples: "Logo se vê!".
Não satisfeitos, a saga continua… "Estão à espera de quê?", "Olha que já não são novos!", "Qualquer dia são avós!", "Olhem que o tempo passa a correr!".

Finalmente, um casal faz a vontade à humanidade e tem um filho. Não é preciso deixar passar muito tempo e lá vem a perguntinha: "Quando vem o segundo?" "Não deixes que tenham uma grande diferença um do outro!", "Os filhos únicos são mimados!", "Tudo se cria!"

Por favor! Tréguas!!! Admitindo que estas questões não têm qualquer malícia, será possível que o caminho da felicidade tem de passar por todas estas etapas? Qualquer desvio já te torna "um fora da lei"!?
Uma questão, aparentemente, inocente pode causar dor, frustração ou ansiedade! A melhor opção passa por deixar as pessoas decidirem qual o momento certo de partilhar esses grandes momentos.

Qualquer momento é o certo desde que seja o nosso momento.



quinta-feira, 16 de julho de 2015

E agora!? Quem se vai orgulhar de mim?

"E agora!?Quem se vai orgulhar de mim!?" Foram estas as palavras usadas por ti quando me abraçaste. Palavras essas que ficarão para sempre gravadas, na minha cabeça, no meu coração.

Perdeste a mãe. Sim, a mãe. E com ela foi um pouco de ti.

Mãe, palavra pequena mas carregada de significado.
Ser mãe é renunciar  a si mesma. Mãe é magia, é sabedoria, é amor. Mãe é quela que diz que nunca gostou de torta de maçã, quando vê que há cinco pessoas para comer e só restam quatro pedaços. Não é assim?  Claro que é. Mãe é sempre igual, só muda de endereço.

Foi o último adeus, mas fica sempre tanto por dizer... Tanto por fazer... Tanto por partilhar... Será possível dizermos a uma mãe tudo o que sentimos por ela? Não. Nunca há tempo. Falta sempre tempo para agradecer e pedir o último abraço.

Por entre a revolta e os porquês: Porquê eu? Porquê a minha mãe? Porquê agora? Porquê sofrer? Porquê a minha rainha? Porquê? Porquê? Porquê? Palavra que atormenta e não nos deixa dormir. Resta pedir que descanse em paz e  encontre no céu toda a serenidade.

O tempo transformará a revolta em saudade, mas é ela que te manterá  na memória todos os momentos felizes.

Afilhada,  podes agora reviver esses momentos mas no papel de mãe. Transportar para o teu filho toda a sabedoria que adquiriste com ela. O amor incondicional será  perpetuado  em cada pedacinho do teu menino.

Quem agora se vai orgulhar de ti?
A resposta é simples, o Martim.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo

O Papa falou sobre a publicação de cartoons que muitos muçulmanos consideraram ofensivos em relação ao profeta Maomé. Francisco defende que não se pode insultar a fé dos outros. E eu concordo!
Liberdade de imprensa- sim!
Ofender os outros- não!
Claro que não se pode reagir com violência!  Claro que não está certa a vingança!
Mas até onde pode ir a liberdade?
Aprendi com a vida que a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros.  Há limites!
Ainda hoje falava com a minha mãe, exemplificando que se falassem mal dela, provavelmente, iria reagir com violência! Estava correcta?  Estou certa que não.  Mas o meu impulso não seria esmurrar quem insultasse a minha mãe!?
Volto a realçar que não defendo a violência.  O que defendo é que há valores que têm de ser respeitados.  Vamos brincar sem magoar ninguém.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mais um ano

2015 chegou!  Ena! Agora é que vai ser!  Tudo vai mudar para melhor! 
Mas será que vai mesmo? O ano novo irá superar o ano velho? Será que ao pedirmos o desejo nos lembramos que está nas nossas mãos mudar?  Que só depende de nós? Acho que não.  Só pensamos em pedir sem nos esforçamos para que isso aconteça.
Mexam-se! Arregassem as mangas e ponham mãos à obra! Está nas vossas mãos serem felizes!  Escrevam a vossa história e tornem o vosso mundo melhor.
E como dizia o nosso querido Raúl Soldado: "Façam-me o favor de serem felizes. .." Bom ano!